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Repassando: A História da Catequese do Papa João Paulo II

A Catequese e o Pontificado de João Paulo II - Dom Eugênio Rixen - Bispo de Goiás - GO - Presidente da Comissão Bíblico-catequética  

No início de seu pontificado, o Papa João Paulo II dá uma atenção especial à catequese, herança recebida de seu antecessor, Paulo VI, que na Assembléia Sinodal em outubro de 1977, escolheu a catequese como tema de análise e de reflexão episcopal. No dia 16 de outubro de 1979, João Paulo II formulou as primeiras orientações na exortação Apostólica Catechesi Tradendae.

Na sua primeira visita ao Brasil em 1980, durante uma homilia em Porto Alegre, faz uma belíssima exortação aos catequistas. No início de sua pregação ele diz: "Filhos diletíssimos, vim para conhecer-vos melhor, para escutar-vos, para entrar em diálogo convosco, para mostrar-vos que a Igreja está perto de vós e partilha os vossos problemas, as vossas dificuldades e sofrimentos, as vossas esperanças". Percebemos, com esta saudação, que o papa veio ao nosso país com um desejo muito grande de escutar o apelo do nosso povo, conhecer melhor a Igreja do Brasil e principalmente dialogar, conhecendo os nossos problemas, na busca de encontrar novos caminhos. Como sucessor de Pedro, veio encorajar todos os brasileiros a permanecerem unidos na fé.

Ainda em Porto Alegre, durante sua pregação, ele nos lembra das mudanças ocorridas na sociedade atual e pergunta: "Estarão os cristãos do Brasil preparados a enfrentar o choque provocado por esta passagem das velhas às novas estruturas econômicas e sociais? A sua fé estará em condições de permanecer inabalável? " Para responder a estas questões diz que é necessário alimentar a religiosidade do nosso povo a partir das verdades reveladas da nossa fé. Em outras palavras, " impõe-se um esforço sério e sistemático de catequese. Eis o problema que hoje se põe diante de vós em toda a sua gravidade e urgência".

O educador na fé procura continuar a missão iniciada por Jesus guiado pelo Espírito Santo. Este serviço na Igreja é de fundamental importância. O papa valorizando o ministério dos catequistas afirma: "Que serviço mais belo que o do catequista que anuncia a Palavra divina, que se une com amor, confiança e respeito ao próprio irmão, para ajudá-lo a descobrir e realizar os desígnios providenciais de Deus sobre ele?" Eis que a missão do catequista consiste também em fomentar que as nossas comunidades sejam mais acolhedoras e catequizadoras.

O catequista é um anunciador da Palavra, alguém que procura de fato vivenciá-la no dia a dia. Seu testemunho é fundamental, pois não se pode separar a fé da vida quotidiana. O educador na fé tem uma "tarefa extremamente árdua e delicada, porque a catequese não é um simples ensino, mas a transmissão de uma mensagem de vida, como jamais será possível encontrar em outras expressões do pensamento humano. Quem diz 'mensagem', diz algo mais do que doutrina. Quantas doutrinas jamais chegam a ser mensagem! A mensagem não se limita a expor idéias, ela exige uma resposta, pois é interpelação entre pessoas, entre aquele que propõe e aquele que responde. A mensagem é vida. Cristo anunciou a Boa Nova, a salvação e a felicidade" . Por ser uma mensagem de vida, é que o papa, todas as quartas-feiras, em audiência geral no Vaticano, catequiza o povo.

Muitos são os temas importantes tratados, como: a) catequese em família, pois os pais são os primeiros educadores na fé. "Um momento muitas vezes decisivo é aquele em que as crianças recebem dos pais e do meio ambiente familiar os primeiros elementos da catequese, os quais não serão mais, talvez, do que uma simples revelação do Pai celeste, bom e providente, no sentido do qual tais crianças hão de aprender a voltar ao coração"; b) a catequese na Paróquia - um lugar importante para a catequese, onde se prioriza a formação dos catequizandos; "Se é verdade que se pode catequizar em toda parte, eu queria no entanto realçar - em conformidade como o voto de grande número de bispos - que a comunidade paroquial deve permanecer a animadora da catequese e o seu lugar privilegiado". c) catequese nos meios de comunicação social- "A catequese, que até agora teve expressão sobretudo escrita, é convocada a exprimir-se sempre mais também através destes novos instrumentos. A tarefa é grande e de muita responsabilidade: é preciso agir nos meios de comunicação e ao mesmo tempo educar para o uso destes instrumentos". d) catequese e metodologia- "Pouco valor terá a catequese, mesmo substanciosa e segura, se não for transmitida com eficiência de expressão e apoio daqueles subsídios didáticos que hoje se apresentam sempre mais ricos e sugestivos". e) catequese e adultos- "Esta é a principal forma de catequese, porque se dirige a pessoas que têm as maiores responsabilidades e capacidade para viverem a mensagem cristã na sua forma plenamente desenvolvida. A comunidade cristã, efetivamente, não poderia por em prática uma catequese permanente sem a participação direta e experimentada dos adultos, quer eles sejam destinatários quer sejam promotores da atividade catequética".

No Sínodo Extraordinário para os Bispos em 1985, fazendo uma avaliação da caminhada do Concílio Ecumênico Vaticano II, os padres sinodais pediram ao papa a redação de um Catecismo Universal para a Igreja Católica. A proposta foi acolhida e no dia 11 de novembro de 1992 o Catecismo da Igreja Católica foi publicado e entregue a todos os bispos. A partir daí, pensou-se também na possibilidade de uma revisão do Diretório Catequético Geral de 1971 e em 1997 é publicado o novo Diretório Geral para a Catequese que foi uma atualização do anterior. Procura também dar orientações para o uso do Catecismo da Igreja Católica.

Logo após a publicação do documento pontifício Catequese Tradendae, nasce no Brasil o texto Catequese Renovada, Orientações e Conteúdo(1983) da CNBB. Documento bastante importante para a nossa catequese sobre a educação na fé. Despertou a Igreja no Brasil para uma catequese inserida na realidade, como também uma catequese adulta para adultos numa formação interativa (fé e vida).

Assumindo a Catequese como prioridade no seu pontificado, o papa motivou nos países a elaboração de diretórios nacionais e regionais adaptando-os a cada realidade. Respondendo a esse desejo a Igreja no Brasil está elaborando o seu Diretório Nacional de Catequese profundamente ligado a mística evangélico - missionária e bíblica - vivencial.

Toda a Igreja do Brasil, particularmente os catequistas, expressam sua gratidão e amor ao Santo Padre pela sua dedicação à catequese ao longo do seu pontificado.

Que o Senhor o abençoe, ilumine e fortaleça na sua missão.

João Paulo II e a Doutrina Social da Igreja - Dom Aldo di Cillo Pagotto, sss - Bispo Diocesano de Sobral - Presidente da Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz / CNBB 

João Paulo II iniciou o seu serviço apostólico, situando o seu projeto evangelizador na trilogia: 'a verdade sobre Jesus Cristo, a Igreja e o homem'. No campo social, sua postura integra as dimensões da Evangelização com a promoção dos direitos humanos. Enaltece a formação da pessoa e da sociedade pela ética evangélica. Sublinha a dignidade da vida da pessoa cidadã construindo a sociedade.

Ao longo dos seus 25 anos de pontificado, João Paulo II tem ilustrado o pensamento da Igreja sobre as questões sociais, enfrentando a complexidade do contexto onde estão inseridas, deparando-se com estratégias dos poderes políticos, vinculados a determinadas estruturas econômicas de cunho financista.

João Paulo II identifica-se como pastor. Desmascara ideologias e estilos de governo que atentam contra o desenvolvimento integral das pessoas e dos povos. Seu posicionamento reflete as implicações éticas do Evangelho que constróem a concidadania. Entra no mérito das virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como das virtudes cardeais da temperança, fortaleza, justiça e prudência.

Seu ministério traz o mérito de incontáveis pronunciamentos, muitos dos quais realizados durante as viagens intercontinentais, oferecendo-nos um cabedal imenso de orientações doutrinais e pastorais, formando o patrimônio da Doutrina Social da Igreja. De modo especial, 3 Encíclicas marcam historicamente essa trajetória, com as Encíclicas 'Laborens Exercens [LE] de 15.9.'81 sobre o trabalho humano, por ocasião da celebração dos 90 anos da 'Rerum Novarum' de autoria do Papa Leão XIII comentando a revolução industrial do final do século XIX e início do século XX; a 'Sollicitudo Rei Socialis' [SRS] de 30.1.'87 sobre as transformações econômico-político-sociais, por ocasião do 20º aniversário da 'Populorum Progressio, do Papa Paulo VI; a Centesimus Annus [CA] de 1º..5.'91 por ocasião dos 100 anos da Rerum Novarum.

Documentos resultantes das Conferências Episcopais da América Latina e Caribe, celebradas em Medellin [Colômbia, 1968], Puebla [México, 1979] e Santo Domingo [República Dominicana, 1992] apresentam muitas realidades conflitantes da América Latina. Desde o início de seu pontificado, a partir da Conferência de Puebla, João Paulo II posicionou-se de maneira construtiva e comprometida, 'devendo-se superar o abismo que separa ricos cada vez mais ricos às custas de pobres cada vez mais pobres'.

João Paulo II se engaja na busca de soluções que garantam os direitos humanos dos povos todos, tal que se encarnem efetivamente na vida dos povos empobrecidos e em vias de desenvolvimento. Enfrentou sempre os dramas da exclusão, tão desumanos quanto contraditórios.

À luz dos valores éticos e morais do Evangelho, propõe sua incidência na formação das estruturas da sociedade. Mais importante que a denúncia é o anúncio que ressalta a bondade do ser humano, a confiança e a possibilidade de evitar os obstáculos contra a dignidade humana, para que se chegue a uma verdadeira libertação (Cf. SRS 47). Desmascara-se assim, as montagens de grupos de poder que geram estruturas perversas, sobretudo aquelas que excluem povos inteiros da participação do banquete da vida.

Experimentamos as consequências dessas estruturas concentradoras de riquezas acumuladas nas mãos de poucos, jamais repartidas, perpetuando desigualdades, negando oportunidades para o desenvolvimento dos empobrecidos. Em seus pronunciamentos, João Paulo II é contundente ao apontar as causas da apartação e da exclusão social. Critica a absolutização tanto dos regimes totalitários, quanto dos monopólios capitalistas.

Povos inteiros são subjugados ao arbítrio de grupos macro-financistas, detentores do monopólio da informação, do saber e do fazer com tecnologia científica avançada. São grupos que superam em muito a economia de vários países. Detentores do poder econômico, impõem ao mundo suas leis de mercado, vinculando-as ao desenvolvimento 'globalizado'.

João Paulo II propõe a globalização da solidariedade. Povos necessitados de crescimento solidário e subsidiário, devem saldar suas dívidas sociais através da inclusão social de sua população. Países em desenvolvimento emergente, como o Brasil, dependem da tecnologia, das leis de capital e mercado globalizado, impostas por esses grupos e governos dos países ricos. Dificilmente conseguem 'concorrer' nesse jogo de uma humilhante dependência e desumana subserviência. Nem sempre conseguem gerar ocupação e renda para 'os filhos da casa' que anualmente são lançados no mercado de trabalho, sem capacitação e quase sem oportunidades.

'Onde o pecado perverte o clima social, é preciso apelar para a conversão dos corações e à graça de Deus. A caridade impele a justas reformas. Não existe solução da questão social fora do Evangelho' (Cf. CA 3). No centro do coração de Deus está o homem, imagem de sua semelhança. O projeto salvífico do Pai refere-se ao homem e a todo o universo. Ele decidiu ordenar todas as coisas segundo a plenitude que habita em Cristo (Cf. Col 1,19; SRS 31).

O autêntico desenvolvimento humano fundamenta-se em parâmetros nos quais o ser humano encontra-se com seus valores, no centro das atenções produtivas (Cf. SRS 27 a 34). Nunca no acúmulo de capital, excluindo o próprio homem da sua capacidade de ocupar-se e gerar condições para a subsistência digna, sua e de sua família. A participação do homem como sujeito e ator de seus destinos supera a acumulação de bens materiais. Pesa sobre todos os bens de produção e consumo, uma hipoteca social. Os bens da terra são para o homem, gerando solidariedade, sinônimo da caridade e da paz, com justiça social.

A Igreja, orienta-nos o Santo Padre, não apresenta soluções técnicas para as graves e urgentes questões sociais. Nem a sua doutrina social apresenta-se como uma 'terceira via' entre o capitalismo liberal e o coletivismo marxista (sobretudo após a queda dos muros). A Igreja mostra indubitavelmente a sua preferência solidária junto aos pobres, propondo incontinente, as reformas dos atuais sistemas financeiros e comerciais (Cf. SRS 42 a 45).

João Paulo II, o Profeta da Paz - Côn. Vidigal -Mariana (MG), 27/3/2003 - 08:59

Profunda admiração tem causado no mundo inteiro a atitude corajosa do papa João Paulo II contra a guerra. Não apenas enviou seus representantes ao Iraque e aos EUA como ainda recebeu no Vaticano grandes líderes mundiais mostrando-lhes a insensatez de uma investida armada à revelia inclusive da ONU. O próprio primeiro ministro inglês foi a Roma a convite do Chefe da Igreja Católica, mas se suas palavras não foram ouvidas pelos promotores de uma luta insana, o movimento pacifista que tomou conta de tantos corações teve como sua grande inspiradora a firmeza de João Paulo II. Ele tem sido veemente no condenar a invasão do Iraque nas circunstâncias em que a mesma se deu. Entretanto, não se pode esquecer de que a atitude deste notável papa tem seu fundamento não apenas na fé extraordinária que o anima, mas também nos profundos conhecimentos filosóficos que o fazem um dos maiores sábios dos últimos tempos. Com efeito, aqui vamos destacar um momento fulgurante nas mensagens deste papa. No dia 15 de março de 1995, a Encíclica Evangelium vitae foi um vibrante brado de alerta sobre o valor incomparável da pessoa humana. Ensinava João Paulo II que "o homem é chamado a uma plenitude de vida que se estende muito para além das dimensões da sua existência terrena, porque consiste na participação da própria vida de Deus. A sublimidade desta vocação sobrenatural revela a grandeza e o valor precioso da vida humana, inclusive já na sua fase temporal. Com efeito, a vida temporal é condição basilar, momento inicial e parte integrante do processo global e unitário da existência humana: um processo que, para além de toda a expectativa e merecimento, fica iluminado pela promessa e renovado pelo dom da vida divina, que alcançará a sua plena realização na eternidade (cf. 1 Jo 3, 1-2). Ao mesmo tempo, porém, o próprio chamamento sobrenatural sublinha a relatividade da vida terrena do homem e da mulher. Na verdade, esta vida não é realidade « última », mas « penúltima »; trata-se, em todo o caso, de uma realidade sagrada que nos é confiada para a guardarmos com sentido de responsabilidade e levarmos à perfeição no amor pelo dom de nós mesmos a Deus e aos irmãos. A Igreja sabe que este Evangelho da vida, recebido do seu Senhor, encontra um eco profundo e persuasivo no coração de cada pessoa, crente e até não crente, porque se ele supera infinitamente as suas aspirações, também lhes corresponde de maneira admirável. Mesmo por entre dificuldades e incertezas, todo o homem sinceramente aberto à verdade e ao bem pode, pela luz da razão e com o secreto influxo da graça, chegar a reconhecer, na lei natural inscrita no coração (cf. Rm 2, 14-15), o valor sagrado da vida humana desde o seu início até ao seu termo, e afirmar o direito que todo o ser humano tem de ver plenamente respeitado este seu bem primário. Sobre o reconhecimento de tal direito é que se funda a convivência humana e a própria comunidade política"(n.2). Abram-se os jornais destes dias e lá está o número de mortos já causados pela investida anglo-americana no Golfo Pérsico. Dia 26 de março eis uma das manchetes de um dos jornais: "EUA dizem ter matado 500 no sul" (do Iraque) e isto, naturalmente, como uma grande proeza! Cada dia da luta trezentos milhões de dólares são gastos pelos americanos para bombardear, para matar! É o desprezo acintoso para com a vida humana pela qual durante todo seu pontificado o papa vem defendendo, lutando bravamente pela nobreza do ser racional. O grande profeta da paz continua sua cruzada e conclamou estes dias: "A todos se pede o compromisso de trabalhar e rezar para que as guerras desapareçam do horizonte da humanidade". Que seja ouvido seu apelo para o bem da humanidade! * Professor no Seminário de Mariana - MG

A Equipe da família do "Banco de Informações e Dados DIB" agradecem sua visita, volte sempre!


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